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9 SET 2010
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Rede única das forças de segurança
Pedro Miguel Fernandes
Data: 2009-05-12

Rede Nacional de Segurança InternaReunir numa só infra-estrutura todas as comunicações de várias entidades não é tarefa fácil, mas foi esta a meta traçada pelo Ministério da Administração Interna (MAI) quando resolveu criar a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), a funcionar há pouco mais de três anos.

Criada a 26 de Fevereiro de 2006, a RNSI nasceu com o objectivo de «ser uma rede de comunicações IP segura, integrada, de alto débito, totalmente fiável e capaz de suportar a comunicação de dados, voz e imagens entre todas as instalações de todos os organismos do MAI», revelou ao iGOV o Coronel Carlos Lourenço, coordenador do Centro de Instalação da Rede Nacional de Segurança Interna (CI-RNSI).

Segundo o responsável, esta infra-estrutura «única e transversal» ao MAI visa melhorar a «interoperabilidade dos Sistemas e Tecnologias de Informação dos vários organismos do MAI com melhoria na interacção entre pessoas e aplicações». Para Carlos Lourenço, uma das principais características da RNSI é «a uniformização de normas e procedimentos», algo que espera que se possa vir a «reflectir em respostas mais rápidas e eficazes».

E dado que se trata de uma rede de nível nacional, «com convergência de voz e dados e acesso optimizado aos Datacenters centrais», a RNSI «terá capacidades de Disaster Recovery», realça o responsável. Para estas funcionalidades está prevista para breve a entrada em funcionamento de um Centro de Disaster Recovery, localizado na região de Viseu.

eLearning estreia RNSI



Coronel Carlos LourençoLogo no final de 2006, ainda a RNSI tinha apenas alguns meses, começou a ser utilizada para albergar alguns serviços. A estreia coube à plataforma de eLearning, destinada à Polícia de Segurança Pública e Guarda Nacional Republicana. Mais tarde, em 2007, entraram para o projecto o Sistema de Contra-Ordenações de Trânsito (SCOT), a base de dados da Violência Doméstica e um ano depois os serviços Queixa Electrónica e Perdidos e Achados, «os primeiros para os cidadãos», esclarece Carlos Lourenço.

De entre os benefícios alcançados, o coordenador do CI-RNSI destaca «a consolidação de diversas redes dos organismos numa única rede garantindo a continuidade da operação», uma «forte articulação entre todos os organismos em aspectos transversais» e «sinergias significativas a diversos níveis».

No que diz respeito às próprias tecnologias, o responsável considera que «a RNSI adopta as melhores práticas de mercado na sua organização e nos processos de gestão e suporte na prestação de serviços de SI/TI», algo que «garante um desempenho eficiente e eficaz, o que se repercute de forma positiva para todo o MAI», sublinha.

Rede Nacional de Segurança Interna

220 servidores nos arredores de Lisboa



Situada nos arredores de Lisboa, num dos maiores centros de dados do país, a RNSI contou com um orçamento na ordem dos cinco milhões de euros nos primeiros dois anos de vida. Para os próximos cinco anos, o projecto irá ter «um investimento de cerca de 15 milhões de euros», adiantou o responsável, acrescentando que este valor já «inclui a criação do Centro de Disaster Recovery» de Viseu.

No que diz respeito a números, a RNSI reúne 220 servidores físicos, 120 Terabytes de storage no Data Center, gera 130 Gigabytes de tráfego diário de Internet e processa cerca de 100 mil mensagens de e-mail por dia.

Contudo, para chegar a este resultado, tiveram de ser ultrapassados alguns obstáculos, entre os quais a «inexistência de uma uniformização de políticas e práticas de Sistemas de Informação no MAI» e uma «forte dispersão de recursos», tanto humanos como materiais, afirma Carlos Lourenço.

O futuro da RNSI, nas palavras do responsável, passará por «alcançar um estatuto dentro do MAI como um ESP (External Service Provider), potenciando a partilha de serviços e a criação de valor para todos os organismos e colaboradores do MAI. Para tal, a RNSI continua a adoptar uma postura pro-activa com o intuito de criar mais-valia, garantindo sempre com base na excelência os objectivos de segurança e interoperabilidade», remata.

 [i] Flash 



Projecto:

Rede Nacional de Segurança Interna

Entidade:

Ministério da Administração Interna

Responsável pelo projecto:

Coronel Carlos Lourenço

Tempo de Implementação:

De Fevereiro de 2006 até Fevereiro de 2009

Tipo de Desenvolvimento:

Misto

Parceiros de desenvolvimento:

Accenture, Cisco, Datinfor, HP, Microsoft, No Limits Consulting, PT e Trend Global

Contactos:

Telefone: 213 586 300; Fax : 213 586 399; Email: helpdesk@rnsi.mai.gov.pt

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