Estado e Administração na resposta à crise
A crise económica e de que forma o Estado e Administração devem a ela responder são a pedra de toque do 7º Congresso Nacional da Administração, organizado pelo Instituto Nacional de Administração (INA).
Na sessão de abertura do congresso, o Presidente do Conselho Directivo do INA, Rui Afonso Lucas, fez um balanço dos 30 anos do instituto, referindo a importância deste na mudança de paradigma de actuação da Administração Pública (AP).
«A partir de 1074 era necessário um novo paradigma, que tivesse por base uma cultura de gestão, e foi nesse sentido que a actuação do INA rumou», referiu Rui Afonso Lucas.
O mesmo responsável realçou ainda a importância da actividade formadora do INA, nomeadamente a descentralização da mesma e o apoio dado a este nível aos países da CPLP.
A importância da Sociedade da Informação e a necessidade de uma cultura de avaliação na AP foram outros dois pontos importantes da intervenção do Presidente do INA.
Esta sessão contou também com a intervenção do Secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, que começou por referir a importância deste evento na partilha de experiências e na reflexão dos temas importantes para a Administração Pública.
Para o Secretário de Estado a AP deve fazer parte da resposta à crise, respondendo às necessidades dos cidadãos.
«Temos, devido ao trabalho efectuado nos últimos quatro anos, uma AP preparada para enfrentar e dar a melhor resposta à crise actual», referiu, acrescentando que «é importante trazer estabilidade à AP para assim ser possível superar a crise».
«O futuro da reforma da Administração Pública vai assentar em três pilares: valorização, eficiência e transparência», adiantou.
O Secretário de Estado da AP frisou ainda a importância da criatividade na resposta à crise.
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