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9 SET 2010
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Web 2.0 ????
Ana Pinto Martinho, Directora do iGOV
Data: 2010-02-11

O tema é recorrente. Encontramos menção à Web 2.0 por todo o lado. A utilização destas ferramentas está cada vez mais disseminada e o sector público tem de estar alerta para a a sua cada vez maior importância.

A realidade empurra-nos para uma sociedade em que estas ferramentas estarão cada vez mais presentes, e com o aumento das taxas de penetração da internet e da literacia digital o caminho está aberto.

O exemplos da importância que redes sociais e afins têm na actual sociedade são imensos, desde a muito falada utilização na campanha de Barack Obama, a utilizações e reflexões menos mediáticas como a que está acontecer no Reino Unido que terá, em breve eleições. E onde estão a ser discutidas aquelas que são já apelidadas de “Election 2.0” (Eleições 2.0).

É certo que há diferenças entre falarmos das ferramentas e aplicações da Web 2.0 como instrumentos para campanha política, ou na sua utilização dentro de entidades pública, entre entidades públicas ou entre estas e os cidadãos.
Mas a necessidade de pôr na equação estas ferramentas quando falamos de política é um sinal da sua crescente importância no que concerne as questões de cidadania, de relacionamento com a classe política, com os Governos e consequentemente com as entidades públicas.

Achei curioso um artigo do Telegraph que menciona as cinco tendências chave na utilização destas ferramentas em matéria de eleições. A premência do tema no Reino Unido é grande dada a proximidade das eleições que terão ainda este ano.

Assim, são citadas como fundamentais e a ter em conta os blogues, as redes sociais, o e-mail, a abertura de dados públicos aos cidadãos, e as campanhas virais que usam suportes como por exemplo o Youtube.

A verdade é que esta enumeração faz sentido para qualquer área e a importância destas cinco tendências chave extrapola a sua utilização nas campanhas políticas e deveria ser tomada em conta nas entidades públicas como uma forma de melhor desempenharem as suas funções.

É certo que estamos a pisar terreno novo, e aqui não é só no sector público mas também no privado. As soluções não são óbvias, os desafios são grandes, mas já ninguém consegue parar este movimento. E as entidades que não o tiverem em conta já acabarão por ser “forçadas” a fazê-lo num futuro próximo.

PS: Recentemente foi criada no Comunidades INA uma comunidade de discussão sobre a Web 2.0 na Administração Pública. Se tem interesse nesta temática convido-o a participar na comunidade, e no projecto que conta com a parceria do iGOV.

Ana Pinto Martinho
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